oalentodamusa

Relatos

In Uncategorized on Xaneiro 29, 2018 at 3:46 pm

olho farol

Imagem que acompanhava o relato Benvidos á noite americana na edição promovida pela Câmara de Curtis. Autor: Alberte Momán

Resgato hoje dois relatos.

Benvidos á noite americana. Accésit no II Certame de Narración Curta do concello de Curtis no 2005.

Este texto é dos meses que passei pelas terras da Limia, concretamente Allariz e Vilar de Santos. Nele faço-me acompanhar por Jim Morrison e Hugo Ball numa caminhada entre Xinzo e Celanova.

Cangas. Recolhido no libro dos Premos Pedrón de Ouro do ano 2012.

Os meus tempos em Cangas foram frutíferos em quanto a narrações. Um exemplo é este texto que leva o nome da vila.

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Román Raña sobre Tripas no Faro de Vigo

In Uncategorized on Xaneiro 25, 2018 at 11:45 am

tripas_faro-roman raña

José Alberte Corral fala sobre Ocidente

In Uncategorized on Xaneiro 9, 2018 at 9:10 pm

Eduardo Castro Bal

Ocidente de Alberte Momám

por J. Alberte Corral Iglesias

Para mim que nom som critico literário, nem tenho formaçom especifica sobre os diversos eidos da literatura, escrever sobre “Ocidente”, o último livro de relatos de Alberte Momám nom é umha tarefa doada, e muito mais quando só som leitor da sua obra poética. A Momám devemos-lhe vários poemários dumha intensidade que subjuga ao leitor: Road Movie, As mil horas, A chuva que derrete a mármore até chegar ao cadáver, etc… Nesta nova entrega literária, na que os relatos rematam com um pequeno poemário, Momám, apresenta-se como um ser conformado por umha poética tremendamente pessoal.

Bem sabemos que numha obra literária nada é casual, o escritor atribui a cada umha das palavras umha funçom mágica, sedutora, para com as mesmas nos interrogar sobre as razons do que nos conta. E de agradecer ao narrador o seu estilo fluente e directo à retina do leitor, que o conduz além da imediatez do texto; porque para Momám expressar as circunstancias da condiçom humana nom é um exercício estilístico mais, mas si umha ética solapada na palavra. A sua escrita só pode ser o resultado dumha estudada depuraçom lingüística que decorre tempos e espaços invocadores nos quais interroga. Os textos de “Ocidente” tornam-se mais poderosos à medida que as personagens reflexionam com as suas contradiçons inerentes a toda existência que pretenda ser livre. Através da narrativa dos relatos percebemos a interrogaçom sobre as condutas humanas que o autor fai sua e quere também fazer-nos cúmplices da mesma.

Deparemos no relato de “Ocidente” intitulado: Não há ninguém perto de si”, escrevido com um feitio plástico e ricaz, Nele Momám elabora umha estória inesperada onde tempos e espaços estám misturados num discurso para nos mostrar aquilo que é agachado ainda que padecido. A linguagem está determinada por umha rítmica directa e sedutora. A personagem central encarnada numha mulher, Ameline, marca e vértebra todo o desenvolvimento dos acontecimentos narrados desde umha sexualidade livre até nos apresentar a barbaridade da guerra.

A linguagem literária de Momám é poderosa pois nom se serve da mesma para agochar as cousas senom para nos apresentar espidas de toda retorica. Através dos acontecimentos vividos polas personagens revela-nos aquilo que tentam vender como um sucesso mais exposto em dous segundos na ecrá dum noticiário de televisom, resultando ser só umha justificaçom para nos vender publicidade. Identifico-me com o jeito de contar de Alberte Momám, emociona-me. A escrita dos textos está cheia de presente e passado, desvelando que talvez o homem nom seja outra cousa que o grande mono assassino.